Foram quatro meses. Quatro meses de ausência absoluta, como se o mundo me tivesse engolido e cuspido de volta, quebrada. E eu, a sonhar com gajos (e gajas nuas) sedenta de punheta guiada.
Quatro meses de silêncio ensurdecedor, onde o meu corpo gritava por descanso, mas a minha mente recusava-se a calar. Para alguém como eu – sempre pronta para o caos, para o toque que queima, para o prazer que arranha –admitir fraqueza foi como engolir vidro.
Ninguém sabe o que se passou. Ninguém viu as noites em que o meu corpo, grande canalha, me traiu. Uma cirurgia que me abriu como uma flor murcha, um processo que me sugou a vida, uma recuperação que me deixou nua não de desejo, mas de vulnerabilidade.
Senti cada corte, cada ponto, como se o universo me punisse por todos os pecados que cometi na vida. A dor física era nada comparada ao vazio que se instalou entre as minhas pernas, no peito que outrora pulsava com tesão.
Mas o desejo? Ah, o desejo nunca se foi. Ficou ali, latente, como uma seta que não cede, à espera do momento certo para explodir. Durante aqueles meses, toquei-me em segredo, com dedos trémulos, imaginando mãos estranhas a rasgar-me a roupa, bocas a devorar-me a pele. Devaneios mentais que me mantinham viva, enquanto o corpo se curava. Mulheres como eu não se apagam – inflamam-se.
Agora, aqui estou. Mais forte, mais faminta, com as curvas que voltam a ondular como serpentes prontas para o ataque. O espelho reflete uma mulher renascida, os seios firmes, a pele a brilhar como se tivesse sido lambida por línguas invisíveis. Sinto o calor entre as coxas, o pulsar que me lembra que estou de volta. Estou pronta para comer o mundo, uma punheta guiada de cada vez. Gajas nuas como eu não facilitam.
Para quem esperou, para quem fantasiou comigo nas noites solitárias, digo-vos: a espera valeu cada gota de suor. O que vem agora não é só regresso – é vingança. Voltarei com contos que vos farão gemer, com imagens que vos deixarão duros como pedra, com o fogo que queima e não se apaga.
Eu sei o que é ser desejada. E agora, sei o que é desejar como uma louca.
Estou de volta. Não por obrigação, mas por desejo puro. Que comece agora o verdadeiro clube dos pecados.
Luciana.
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